Meta anuncia cabo submarino Petal para conectar Estados Unidos e França

Redação Kwai Brasil
By Redação Kwai Brasil

A Meta anunciou o Petal, um novo cabo óptico submarino transatlântico que deverá conectar os Estados Unidos e a França ao longo de aproximadamente 7 mil quilômetros. Segundo a Meta Newsroom, o sistema será o primeiro cabo submarino transoceânico projetado para alcançar capacidade de transmissão na escala de petabits.

A empresa afirma que o Petal poderá oferecer até o dobro da capacidade dos cabos transatlânticos mais avançados disponíveis atualmente. A entrada em operação está prevista para 2029, mas o anúncio não informa uma data mais precisa para a conclusão da construção ou para o início dos testes da rota.

Como funcionará o cabo submarino Petal

O principal diferencial técnico do projeto está no uso de fibras multicore, tecnologia que reúne dois caminhos ópticos dentro de uma mesma fibra. De acordo com a Meta, a arquitetura do Petal terá 48 pares de canais espaciais. Na prática, essa configuração permite ampliar a quantidade de dados transportados sem exigir um aumento proporcional no consumo de energia ou na infraestrutura física do sistema.

O projeto também deverá utilizar repetidores de alta densidade e recursos voltados à resiliência da conexão. Esses componentes são importantes porque os cabos submarinos percorrem longas distâncias sob o oceano e precisam manter a transmissão estável entre estações localizadas em diferentes continentes.

Em comunicado divulgado em 22 de setembro de 2026, a NEC informou que será responsável pelo projeto geral e pela construção do sistema. A companhia também confirmou a participação da Sumitomo Electric, que fornecerá a fibra óptica de dois núcleos utilizada no cabo.

Meta, NEC e Sumitomo Electric participam do projeto

A divisão de responsabilidades prevê que a Meta financie e opere o Petal. A NEC ficará encarregada do desenvolvimento geral e da construção, enquanto a Sumitomo Electric atuará no fornecimento da tecnologia de fibra óptica. A parceria foi apresentada pelas empresas como uma iniciativa para ampliar a capacidade e a resiliência das conexões internacionais.

A Sumitomo Electric também descreveu o Petal como um projeto baseado em fibra multicore de dois núcleos. A solução busca aumentar a capacidade de transmissão mantendo uma estrutura física mais eficiente, aspecto relevante para novas rotas destinadas a atender o crescimento do tráfego de dados.

O investimento ocorre em um momento de expansão de serviços digitais que dependem de conexões internacionais. Aplicações de inteligência artificial, computação em nuvem, plataformas de vídeo, redes sociais e sistemas empresariais transferem grandes volumes de informação entre regiões distintas, o que aumenta a demanda por rotas de alta capacidade.

Por que os cabos submarinos são importantes

Apesar de serem pouco visíveis para a maioria dos usuários, os cabos submarinos formam uma parte essencial da infraestrutura da internet. A Meta afirma que essas estruturas transportam aproximadamente 99% do tráfego intercontinental. Isso significa que a comunicação entre continentes, o acesso a serviços hospedados no exterior e o funcionamento de várias plataformas digitais dependem diretamente dessas redes físicas.

O Petal, portanto, não representa apenas uma atualização de equipamentos de telecomunicações. O projeto mostra como empresas de tecnologia passaram a investir diretamente em infraestrutura para sustentar serviços globais, ampliar a capacidade de suas redes e reduzir riscos associados à dependência de rotas existentes.

A nova conexão não tem, até o momento, uma ligação direta anunciada com o Brasil. Ainda assim, o projeto ajuda a explicar por que cabos submarinos são relevantes para usuários e empresas brasileiras. Serviços de nuvem, redes sociais, ferramentas de inteligência artificial e aplicações internacionais podem depender de diferentes rotas de conectividade para trocar dados entre o país e centros de processamento localizados em outras regiões.

Essa relação é um contexto tecnológico geral e não representa a confirmação de impactos específicos do Petal sobre a internet brasileira. As informações divulgadas pelas empresas concentram-se na rota entre Estados Unidos e França, na arquitetura técnica do cabo, na divisão de responsabilidades entre as participantes e na previsão de operação para 2029.

Capacidade para a próxima fase da internet

Ao anunciar uma capacidade na escala de petabits, a Meta posiciona o Petal como uma resposta ao crescimento da demanda por transmissão de dados. A evolução de modelos de inteligência artificial, serviços de nuvem e plataformas digitais exige redes capazes de transportar volumes cada vez maiores de informações com eficiência energética e disponibilidade.

O projeto ainda depende das etapas de construção e implantação até a previsão de operação. Mesmo assim, o anúncio evidencia que a disputa por desempenho na internet também acontece em estruturas físicas instaladas no fundo do oceano. Antes de chegar aos aplicativos e aos dispositivos, parte do tráfego digital passa por cabos que conectam continentes e sustentam a economia digital global.

Compartilhe esse artigo