Victor Boris Santos Maciel, CEO da VM Associados, compreende que a transformação digital não é apenas uma tendência operacional, mas uma mudança estrutural na forma como empresas gerenciam riscos e tomam decisões estratégicas. No campo tributário, a complexidade normativa e o volume de informações exigem processos mais organizados, rastreáveis e orientados por dados. A inteligência artificial e as ferramentas de automação surgem como instrumentos capazes de apoiar esse movimento, desde que integradas a uma governança sólida.
Este artigo analisa como tecnologia e IA podem fortalecer a gestão de riscos tributários, reduzir vulnerabilidades e elevar a qualidade das decisões empresariais. Também serão abordados os limites e cuidados necessários para que a inovação não se transforme em novo fator de risco.
Como a tecnologia redefine a gestão de riscos tributários?
A gestão de riscos tributários tradicionalmente dependeu de controles manuais, revisões periódicas e relatórios estáticos. Com a evolução tecnológica, tornou-se possível cruzar grandes volumes de dados, identificar inconsistências e monitorar indicadores de risco em tempo real. Essa mudança amplia a capacidade de antecipação e reduz a dependência de análises retrospectivas.

Victor Boris Santos Maciel apresenta que a principal transformação está na integração entre áreas. Sistemas bem configurados permitem que fiscal, financeiro e controladoria operem com informações consistentes, reduzindo falhas de comunicação. A tecnologia, quando aplicada de forma estruturada, fortalece controles internos e cria base sólida para decisões mais precisas e fundamentadas.
Onde a inteligência artificial pode gerar valor real na área tributária?
A inteligência artificial pode contribuir especialmente na organização e interpretação de dados complexos. Ferramentas baseadas em IA conseguem identificar padrões, apontar inconsistências e auxiliar na construção de relatórios mais detalhados. Em ambientes com grande volume de documentos e operações, essa capacidade reduz o tempo de análise e melhora a rastreabilidade das informações.
Entretanto, o valor real surge quando a IA é utilizada como apoio à análise humana, e não como substituta do julgamento técnico. Victor Boris Santos Maciel ressalta que a tecnologia deve operar dentro de parâmetros definidos, com validação constante e supervisão especializada. Dessa forma, ela potencializa eficiência sem comprometer segurança jurídica ou qualidade das decisões.
Quais são os riscos de implementar tecnologia sem governança adequada?
A adoção de ferramentas tecnológicas sem estrutura de governança pode criar novas vulnerabilidades, informa Victor Boris Santos Maciel. Sistemas mal parametrizados, ausência de revisão de dados ou dependência excessiva de relatórios automatizados podem gerar falsa sensação de controle. Em vez de reduzir riscos, a tecnologia passa a ampliá-los.
Além disso, a falta de clareza sobre responsabilidades pode comprometer a rastreabilidade das decisões. A tecnologia deve estar inserida em um modelo de governança que inclua definição de papéis, monitoramento contínuo e auditorias periódicas. Sem essa base, a inovação perde seu potencial estratégico e se torna fator de incerteza.
Como integrar automação e tomada de decisão orientada por dados?
A integração entre automação e decisão estratégica exige metodologia. Primeiramente, é necessário definir quais indicadores realmente importam para o negócio, como exposição a passivos, variação de créditos e consistência documental. A partir desses indicadores, Victor Boris Santos Maciel expõe que os sistemas podem ser configurados para gerar alertas e relatórios que apoiem a análise executiva.
Esse processo fortalece a tomada de decisão orientada por dados, reduzindo subjetividade e improviso. O diferencial está em transformar informação em inteligência aplicada. Dados isolados não produzem resultado, quando estruturados e analisados com critério, tornam-se base para decisões mais seguras e alinhadas à estratégia empresarial.
De que forma tecnologia e controle contribuem para o crescimento sustentável?
Crescimento sustentável depende de previsibilidade e controle. Empresas que adotam tecnologia de forma responsável conseguem reduzir retrabalho, melhorar compliance e aumentar transparência interna. Esses fatores elevam a confiança de investidores, parceiros e instituições financeiras.
Ao longo de sua atuação, Victor Boris Santos Maciel, CEO da VM Associados, destaca que a tecnologia bem aplicada fortalece a segurança fiscal e empresarial. Quando combinada com governança e disciplina de processos, a automação deixa de ser apenas ferramenta operacional e passa a integrar a estratégia corporativa. O resultado é uma organização mais preparada para enfrentar mudanças regulatórias, preservar margem e sustentar crescimento com estabilidade e responsabilidade.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez
